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O Texto abaixo foi retirado do livro:
Plástica - Quando? Por quê?
Autor: Rolando Zani.
Capítulo: I.
Páginas: 1 a 3 do livro.
A beleza física ajuda, mas não é essencial ou suficiente para deixar alguém atraente.
Uma pessoa torna-se realmente bonita quando nos transmite sensações agradáveis ao vê-la, ouvi-la ou
acariciá-la. Belo é, portanto, o que agrada aos nossos sentidos como a visão, a audição, o tato ou o
olfato.
Existem algumas qualidades que, quando bem associadas, tornam a pessoa envolvente e até sedutora. Ninguém
resiste à força do encantamento e do carisma, principalmente quando vem acompanhada de uma auto-estima
positiva. Encanto é brilho interior que parece dar a alma à beleza. Carisma é uma força que se manifesta
nos olhos, nas palavras, nos gestos ou expressão facial e que torna a pessoa afável e envolvente.
O encanto e o carisma são fatores de atração que parecem nascer com o indivíduo, mas seu desenvolvimento
depende da maneira de como cada um encara a vida e se relaciona com os seus semelhantes.
Quem possui encanto e carisma agrada sempre. A pessoa encantadora nos transmite uma sensação de paz, de
felicidade e de realização pessoal; dá a impressão de que tem uma vida plena e útil, e de que sabe usufruir
com equilíbrio de tudo o que ela pode oferecer.
A busca da beleza e da saúde é um caminho eficiente para o bem estar e para a felicidade, por isso cada um
precisa aprender a se cuidar, por dentro e por fora, para melhorar a qualidade de vida e aprimorar o
equilíbrio entre o físico e o emocional. Seguindo orientações corretas é possível o indivíduo começar a se
perceber, a se gostar e a se cuidar.
Não é a simples vaidade que leva alguém a cuidar de si; trata-se de uma questão de sobrevivência física e
psicológica. Cuidar e aprender a gostar do próprio corpo é o primeiro requisito para alguém se sentir – e
ficar – mais bonito e atraente. Os passos seguintes são preferir os alimentos que embelezam e rejuvenescem,
utilizar todo o seu potencial de energia interior, manter uma atividade adequada e saber aproveitar os
recursos atuais da medicina estética e da cirurgia plástica.
Uma pessoa pode ser considerada interessante e agradável de se conviver quando possui inteligência,
auto-estima desenvolvida, encanto, carisma e uma certa dose de enigma. Um fator que contribui para deixar a
pessoa atraente é poder revelar, a cada dia, algo de novo que parece estar guardado no seu o intimo. Não há
atração ou sedução que resista ao tédio e que sobrevivam sem a constante renovação; o tédio é o tumulo de
qualquer relação afetiva.
Hoje, a palavra sedução tornou-se sinônimo de força de atração. Todas as pessoas gostam de ser atraentes e,
até certo ponto, sedutoras. Faz parte do instinto social do ser humano. A sedução é o tempero de uma
relação afetiva gratificante, que deve ser renovada a cada dia para que não se apague a chama da atração
recíproca.
As pessoas alegres e expansivas, que transmitem a sensação de estar sempre de bem com a vida, atraem mas do
que as que exibem uma face bonita ou um corpo escultural mas que vivem tristes e insatisfeitas. A beleza,
quando não vem acompanhada do encanto e do carisma, não é um passaporte eficiente para uma vida realizada e
feliz. A beleza como valor exclusivo estar sendo a cada dia menos aceita.
Este livro é um convite e um guia para quem deseja se relacionar melhor com o próprio corpo e constitui uma
ligação entre a experiência de uma cirurgião plástico que a trinta e três anos cuida da estética de seus
clientes as atitudes de quem prefere cuidar da própria aparência como segurança e equilíbrio. Todos podem –
e devem – cuidar de sua saúde e aparência para viver mais e melhor. Cada pessoa pode ampliar seu capital de
beleza e de felicidade desde que siga orientações eficientes e seguras.
CADA PESSOA TEM A SUA BELEZA
No intimo, todo ser humano se preocupa com sua aparência; o que varia de um para o outro é a intensidade
dessa preocupação. Cada pessoa, porém, possui algum grau de beleza e deve procurar valorizá-la, expandindo
todo o potencial que a natureza lhe deu. Hoje, o conceito de beleza nada tem a ver com a perfeição; as
variações de beleza individual vem ganhando cada vez mais aceitação. Com a evolução da medicina estética e
da cirurgia plástica, todos podem se aproximar, até um certo limite, do padrão de beleza que idealiza para
si.
Cada época da historia da humanidade teve seu padrão de beleza preferido, do qual ninguém podia se afastar
sem correr o risco de ser considerado feio. Hoje, não existe um padrão rígido de beleza. Inúmeras variações
de padrões estéticos são bem aceitas em todo o mundo. Acabaram-se as normas rígidas que definiam quem era
bonito ou feio, pois em cada pessoa sempre existe nuança de beleza que pode ser explorada com perspicácia e
bom senso. Desde que a aparência seja bem cuidada todos podem, ser atraentes se transmitirem alguma
sensação de encanto e carisma, mantendo o corpo saudável em equilíbrio com o espírito desenvolvido.
Sentir-se bem com o próprio corpo não é privilégio de quem possui uma silhueta escultural ou a face
perfeita. Cada pessoa possui uma beleza exclusiva, pois ela é a única em seu corpo e alma. Ela pode até
desejar melhorar sua aparência, mas sem perder sua individualidade estética. É importante que cada um
aprenda a aceitar o próprio corpo com as imperfeições que não podem ou não desejam corrigir. Ter uma imagem
positiva do próprio corpo é mais uma questão de auto-estima de que beleza física; o importante não é o que
o espelho reflete, mas como a mente recebe.
Ter uma aparência saudável – e o quanto possível bonita – e conservá-la assim por muito tempo é atualmente
bem mais acessível. Mas esqueça o corpo escultural do modelo ou a face perfeita da atriz, pois cada pessoa
possui um padrão de beleza tão especifico que é impossível se igualar a outra.
Vivemos numa época em que quase todos desejam ficar mais bonitos, elegantes e atraentes. A aparência é uma
característica superficial, mas é a principal responsável pela primeira impressão que deixamos em alguém
que conhecemos. Muitos pretendem o impossível para sua aparência porque tornaram-se escravos da
auto-critica exagerada e se sentem inseguros em ralação a própria imagem.
Beleza e saúde constituem um direito do qual podem se aproximar, e a medicina moderna dispõem de uma enorme
variedade de recursos para quem deseja se aprimorar. Este livro é um incentivo para cada um cuidar mais d o
próprio corpo, pois, com algumas atenções especiais, é possível se expandir o capital de beleza que todos
recebem como herança genética. Não importa a fase da vida em que a pessoa se encontra; o que vale é a sua
disposição de querer melhorar.
AUTO-ESTIMA: GOSTE MAIS DE VOCÊ
Auto-estima significa sentir bem consigo mesmo; é um sentimento que brota da alma e não depende de
opiniões. Quem não desenvolveu a auto-estima pode ter uma aparência bonita ou fazer de tudo para melhorar o
máximo sua aparência e, mesmo assim, se sentir feio. Pouco adianta a aparência exterior quando a pessoa
esquece que a única fonte da verdadeira satisfação estar dentro de si. Sem uma auto-estima desenvolvida o
indivíduo pode ter uma excelente aparência e ser admirado por todos, mas não gostar de si mesmo.
A auto-estima depende muito do grau de aceitação. Para alguém se sentir satisfeito, basta estar contente
com o que é ou com o que possui. Quem tem a auto-estima desenvolvida não sente os outros como ameaça e não
inveja aqueles que tem melhor aparência. Auto-estima é na essência a capacidade de se gostar de si mesmo.
Para desenvolver a auto-estima procure pensar sempre de maneira positiva porque a mente se fortalece quando
cultivamos bons pensamentos. Procure se fixar nas características corporais que lhe são mais agradáveis,
assim seu lado negativo vai se tornando cada vez menos importante. Lembre-se de que fortalecendo o que é
bonito, o que é feio quase desaparece. Fale de modo positivo, pois as mensagens otimistas são importantes
para alimentar a energia interior. Encare as situações com otimismo, vendo sempre o lado bom dos
acontecimentos.
Gostar de si mesmo é o primeiro passo para alguém se sentir cada dia melhor. Existe diferença entre ser
bonito e sentir-se bonito, e o conceito que temos a nosso respeito tem enorme influencia em nossos
relacionamentos. O que importa, mais do que a aparência real, é como a pessoa se imagina. Aceitar as
características do próprio corpo é condição básica para se desenvolver a auto-estima. Olhar a própria
imagem pode ser algo prazeroso, inquietante ou decepcionante, dependendo de se aceitar ou não o que se vê
refletido.
Quem procura auto-estima em valores externos não atinge seus objetivos. Por isso muitos ficam frustrados
após meses de ginásticas ou de regime alimentar ou, mesmo, após uma cirurgia plástica bem conduzida é que a
auto-estima não aumenta apenas com as mudanças na aparência física. Há pessoas que fazem um esforço
incrível para emagrecer, e quando chegam ao peso desejado, percebem que nada mudou em sua vida a não ser o
próprio peso. Elas não vão conseguir obter vantagens maravilhosas prometidas pela mídia se a diminuição do
peso não for acompanhada de um aumento da auto-estima.
Nunca é cedo – ou tarde de demais – para começar a se cuidar. Todos podem sentir-se satisfeito com sua
conformação corporal, independente da idade e do grau de beleza que a natureza lhe deu. Todos podem
agradar, desde que tenha uma aparência saudável em consonância com o espírito tranqüilo. A boa aparência
não pode ser atribuída apenas aos dotes físico ou ao brilho da juventude. É também reflexo de uma interior
bem desenvolvida, que confere brilho ao semblante.
BOA APARÊNCIA SÓ TRAZ ALEGRIA
A boa aparência é um passaporte que dá livre acesso à melhor qualidade de vida e facilita a realização de
sonhos e ambições. Todos se sentem atraídos pelas pessoas bonitas ou de aparência bem cuidada. Elas
transmitem a sensação de estar de bem com a vida. A preocupação com a aparência e com a manutenção do corpo
saudável é um caminho que pode conduzir para o bem estar e para o sucesso na vida. A beleza e aparência bem
cuidada sempre trazem vantagens.
As pessoas bem cuidadas são consideradas mais confiáveis e mais amáveis. A sociedade moderna admira as
pessoas bonitas e estimula a exibição da beleza. Hoje é freqüente as pessoas, além de desejarem ficar mais
elegantes e atraentes, também se esforçarem para se cerca de gente interessante.
A boa aparência tornou-se importante para homens e mulheres pois desperta atenção, facilita promoções e
aumenta a auto-estima. Parece que existe uma associação instintiva entre o belo e o bom, assim como o feio
e mal. A beleza não tem apenas uma beleza pessoal, tem também um enfoque social.
A sociedade moderna pode estimular os homens, e principalmente as mulheres, a se sentirem insatisfeitos
consigo mesmos. Ela enaltece um padrão de beleza que poucos podem atingir. Os atuais padrões estéticos
tornaram-se mais rígidos em relação há duas ou três décadas atrás. Muitos ídolos e musas do passado não
seriam, hoje, considerados exemplos de beleza. A mídia atual endeusa a beleza e a juventude, quase sempre
associadas, e quem estiver fora desse padrão pode se sentir deslocado.
A beleza, como valor único tem pouca aceitação em nossos dias, principalmente o tipo de beleza que é mais
para ser vista do que sentida. É fácil perceber a diferença entre a beleza puramente decorativa e a beleza
competente da pessoa de boa aparência e que irradia uma riqueza interior.
A necessidade que alguns sentem de serem admirados por todos pode ser sinal de que eles não tem nada que os
sustentem de dentro para fora. Algumas pessoas não são capazes de captar sua individualidade estética e
passam a seguir, a todo custo, as tendências da mídia. Quando a preocupação com a estética torna-se
excessiva, é sinal de que existe algo de errado no equilíbrio emocional.
A aparência que ostentamos é parte importante de nosso patrimônio pessoal. Lutar por um ideal estético é um
direito de todos, desde que saiba distinguir o que é eficiente e seguro daquilo que é ilusório ou
prejudicial. A principal condição é que aparência externa reflita acima de tudo, uma saúde bem cuidada,
realçada pelo brilho da energia interior que emana da alma de quem estar feliz com a vida.
Fonte: Livro "Plástica - Quando? Por quê?"
Autor: Rolando Zani.
Editora: Manole.
25/8/2006 |